Império do Brasil


Bandeira Imperial Brasileira.

O Verde – O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança, em Portugal.
Por outro lado, simboliza o país da “eterna primavera” nas palavras de Dom Pedro I.
O Amarelo – A explicação mais aceita é a de que esteja vinculado às cores da Casa de Habsburgo (a Imperatriz Dona Leopoldina era, originalmente, Habsburgo).
O Brasão do Império (ao centro da bandeira)
1. Os ramos vegetais – São de café e de tabaco, duas riquezas do Império. Permaneceram, na República, no Brasão de Armas da República (ou Escudo de Armas da República).
2. A Cruz de Cristo – Bem ao centro vê-se a Cruz de Cristo (é um dos tipos de cruz) que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Templários. Figurava nas velas das caravelas por ser de sua origem o financiamento das navegações, já que se tratava de organização muito rica, na época dos descobrimentos.
3. A Esfera Armilar – É o símbolo do poder majestático em Portugal e, por extensão, entre os povos de sua origem. É uma esfera formada por armilas, que são círculos metálicos. Simboliza o mundo, também.
4. A Faixa Azul Com Estrelas – As estrelas simbolizam as províncias do Império, em número de dezenove. É sempre interessante lembrar que a maior delas era a do Grão Pará, que era formada pelos atuais estados do Pará e do Amazonas. Por isso o título constitucional do herdeiro do Príncipe Imperial (ou Princesa Imperial), que era o herdeiro presuntivo da Coroa, era o de Príncipe do Grão Pará. Para entender melhor, se S.A.I. e R. o Príncipe Dom Bertrand, atual Príncipe Imperial do Brasil por ser o sucessor do Chefe da Casa Imperial, fosse casado e tivesse filhos, o seu herdeiro teria o título de Príncipe do Grão Pará.
5. A Coroa – Acima do Brasão de Armas está a Coroa Imperial (de formato diferente da Coroa Real).
6. A Cruz Acima da Coroa – Significa que Deus está acima do Imperador.

Observação (1): A bandeira é um dos símbolos nacionais. Atualmente temos por símbolos nacionais a bandeira, o hino, o selo nacional e o escudo de armas. Restaurada a monarquia teríamos além dos atuais símbolos, sem vida, um símbolo vivo que é o monarca (Imperador).
Observação (2): Conforme bilhete escrito pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca, a orientação dele quanto à nova bandeira, a da República, foi a seguinte: “A Bandeira Nacional, já tão conhecida, e reconhecidamente bela, continua, substituindo-se a coroa sobre o escudo pelo cruzeiro (do Sul – Nota minha)”.
Despacho do Marechal Deodoro em uma proposta para nova bandeira da república, de 17.11.1889. (Cfe. Heráldica, de Luiz Marques Poliano, Editora GRD – São Paulo – 1986 – pág. 231).

Comentário: sabemos que, atualmente, o trabalho em prol da Restauração passa, necessariamente, pela restauração do parlamentarismo entre nós. Ao mesmo tempo, não seria uma boa idéia, trabalhar em prol da restauração da Bandeira Nacional, conforme a orientação do Marechal Deodoro? Assim, ao mesmo tempo em que se restaurasse o parlamentarismo, seria restaurada, também, em parte, a Bandeira Imperial Brasileira.

Independência da Bahia


As guerras de independência foram cruciais para o fim do domínio português.

Ao contrário do que representa as imagens que fazem alusão à independência do Brasil, o reconhecimento político do governo de Dom Pedro I não foi obtido por vias pacíficas. Ainda fiéis às autoridades de Lisboa, alguns governadores da província fizeram oposição ao processo de independência do Brasil. Ao saber dos movimentos contrários ao seu governo, Dom Pedro I ordenou a aquisição de navios e a contratação de militares. A partir daí, diversas tropas foram organizadas com o objetivo de consolidar os territórios e a supremacia política do novo país. 

Na Bahia, o brigadeiro Inácio Madeira de Melo não reconheceu o governo de Dom Pedro. Em contrapartida, a Câmara de Vila da Cachoeira manifestou seu apoio à nova autoridade imperial e pediu auxílio militar contra Madeira de Melo. Em resposta, o governo enviou algumas centenas de homens comandados pelo comandante Rodrigo Antônio de Lamare. Nesse meio tempo, Madeira de Melo havia recebido o apoio de tropas vindas de Portugal. As tropas brasileiras buscaram reforço de outros combatentes localizados em Alagoas e Pernambuco. 

Em menor número, as tropas brasileiras cercaram a cidade de Salvador, tentando acabar com os suprimentos que mantinham as tropas lusitanas na região. Do lado de Dom Pedro I, o almirante britânico lorde Cochrane apertou o cerco a Salvador bloqueando as vias de acesso marítimo. Prevendo que não resistiria por muito tempo, Madeira de Melo acabou cedendo às pressões das tropas brasileiras e abandonou o país rumo a Portugal. 

Na província do Piauí, as autoridades também fizeram oposição ao novo governo, enquanto outros grupos simpatizavam com o governo de Dom Pedro I. O então governador João José da Cunha Fidié enviou tropas para combater um levante patriota organizado na vila de São João da Paraíba. Derrotados pelo governador, os revoltosos pediram a ajuda da Junta Governativa do Ceará. Mesmo tendo derrotado algumas das sublevações patriotas, Fidié logo não resistiu aos novos ataques de Dom Pedro I e se rendeu em 26 de julho de 1823. 

No mês de junho de 1822, tropas da região da Cisplatina haviam declarado sua total fidelidade ao governo de Portugal. Liderados por Álvaro da Costa de Sousa Machado, as tropas da cidade de Montevidéu não prestaram contas à Dom Pedro I. Em contrapartida, o então Barão de Laguna, Carlos Frederico Lecor declarou seu apoio a Dom Pedro I. Estava assim instituída a rivalidade entre as forças militares da região sul do país. 
 

Em pouco tempo, o Barão de Laguna mobilizou tropas para obrigar Álvaro da Costa a reconhecer a independência do Brasil. Em outubro de 1823, navios brasileiros fizeram a interdição do Rio da Prata, a única saída marítima da província da Cisplatina. Sem o reforço militar de Portugal, Álvaro da Costa firmou um acordo com as tropas imperiais de Dom Pedro I e bateu-se em retirada rumo a Lisboa, dando fim aos combates pela independência do Brasil. 

1822, a independência feita no grito

reprodução
   D. Pedro compondo o Hino da Independência (tela de Augusto Bracet)

Dois episódios históricos muito próximos, o Dia do Fico e o Grito do Ipiranga, distantes apenas dez meses um do outro, ocorridos no ano de 1822, um em janeiro o outro em setembro, marcaram simbolicamente a emancipação brasileira do domínio lusitano, encerrando 322 anos de colonização portuguesa na América. A presença da família real dos Bragança no Brasil, desde 1808, e a permanência do herdeiro do trono depois da volta de dom João VI para Lisboa, em 1821, terminaram por amortecer um movimento separatista violento e desagregador como ocorreu no restante do continente. Isto permitiu que apenas com dois gritos, o do Fico, mais baixo, e o do Ipiranga, mais sonoro, o Brasil atingisse a tão desejada autonomia sem os tormentos de uma guerra de independência prolongada e sangrenta e sem ver-se dividido em dezenas de republiquetas.

 

As negaças do príncipe

 

"Ele está melhor disposto para os brasileiros do que eu esperava - mas é necessário que algumas pessoas o influam mais, pois não está tão positivamente decidido quanto eu desejaria."

 

Major Schäffer, recrutador de colonos e próximo a dom Pedro, 1821

reprodução
   D. Pedro I (pintura anônima)

Por duas vezes seguidas as Cortes de Lisboa o chamaram. Queriam o príncipe dom Pedro, regente e capitão-general do Brasil, de volta a Portugal. Por duas vezes ele negou-se a ir. Na primeira vez, deu-se o "fico", quando ele, no dia 9 de janeiro de 1822, na varanda do paço do Rio de Janeiro, acatou o manifesto com algumas milhares de assinaturas que o presidente do senado da câmara da capital, José Clemente Pereira apresentou-lhe implorando para que ele não partisse. Na segunda vez, no 7 de setembro do mesmo ano, deu-se a independência. Momento em que o príncipe, nas margens do Ipiranga, respondeu ao apelo de um outro manifesto, este colhido por José Bonifácio em toda a capitania de São Paulo, com oito mil nomes escritos, que pedia que ele rompesse definitivamente com a Metrópole. Um grito numa sacada, outro grito, mais alto, num riacho, insuflados pelas lojas maçônicas e pelo povo, fizeram o Brasil independente de Portugal. Os dois acontecimentos produziram quadros, um de Debret, esboçado ali mesmo no calor da hora, o outro de Pedro Américo, feito muito mais tarde, trabalho de estudo, obra de atelier. 

Império do Brasil

Tudo sobre o Império do Brasil

12/05/2010 11:42
 O Império do Brasil foi o Estado brasileiro existente entre 1822 e 1889, que precedeu a atual República Federativa do Brasil e teve a monarquia parlamentar constitucional como seusistema político. O Império do Brasil foi governado...
>>

Enquete

Qual sistema de Governo você prefere?

Primeiro Reinado

Dom Pedro I

12/05/2010 12:40
                                             Período inicial do Império, estende-se da Independência do Brasil, em 1822, até a abdicação de Dom Pedro I , em 1831. Aclamado...
>>

Segundo Reinado

Dom Pedro II

12/05/2010 12:45
Dom Pedro II: um imperador em meio às transformações de um longo governo. O Segundo Reinado iniciou-se com a declaração de maioridade de Dom Pedro II, realizada no dia 23 de julho de 1840. Na época, o jovem imperador tinha apenas quinze anos de idade e só conseguiu ocupar o posto máximo do...
>>

Período Regencial

12/05/2010 12:43
                                                                     Câmara dos Deputados: centro das disputas políticas...
>>

Pesquisar no site

Francisco Produções © 2010 Todos os direitos reservados.